Curitiba
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| Município de Curitiba | |||||
| "Cidade da Gente" "Cidade Sorriso" |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 29 de março | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 1693 | ||||
| Gentílico | curitibano | ||||
| Lema | |||||
| Prefeito(a) | Carlos Alberto Richa (PSDB) | ||||
| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Metropolitana de Curitiba IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Curitiba IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | Curitiba | ||||
| Municípios limítrofes | Almirante Tamandaré, Colombo, Pinhais, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo e Campo Magro. | ||||
| Distância até a capital | 1.374 quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 434,967 km² | ||||
| População | 1.828.092 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 4.202,83 hab./km² | ||||
| Altitude | 934 metros | ||||
| Clima | subtropical Cfb | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,856 (PR: 1º) - elevado PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 29.821.203 mil (BR: 4º) - IBGE/2005 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 16.964,00 IBGE/2005 [4] | ||||
Curitiba é uma cidade brasileira, capital do estado do Paraná, localizada a 934,6 metros de altitude no primeiro planalto paranaense,[5] a aproximadamente 90 quilômetros do Oceano Atlântico.[6] É a sétima cidade mais populosa do Brasil e a maior do sul do país, com uma população de 1.828.092 habitantes[2]. É a cidade principal da Região Metropolitana de Curitiba, formada por 26 municípios e que possui 3.172.357 habitantes[2][7] sobre uma área de 15.447 km²,[8] o que a torna a oitava região metropolitana mais populosa do Brasil.[9]
Fundada em 1693, a partir de um pequeno povoado bandeirante, Curitiba se tornou uma importante parada comercial com a abertura da estrada tropeira entre Sorocaba e Viamão.[10] Em 1853 tornou-se a capital da recém-emancipada província do Paraná e desde então a cidade, conhecida pelas suas ruas largas,[11] manteve um ritmo de crescimento urbano fortalecido pela chegada de uma grande quantidade de imigrantes europeus ao longo do século XIX, na maioria alemães, poloneses, ucranianos e italianos,[12] que contribuíram para a diversidade cultural que permanece até hoje. A cidade experimentou diversos planos urbanísticos e legislações que visavam conter seu crescimento descontrolado e que levaram a ficar famosa internacionalmente pelas suas inovações urbanísticas e o cuidado com o meio ambiente,[13][14] sendo a maior delas no transporte público,[15][16][17] cujo sistema inspirou o TransMilenio, sistema de transporte de Bogotá, na Colômbia. Hoje, a cidade tem um senso de vida cosmopolita, considerada a capital com melhor qualidade de vida do Brasil,[18] com um pólo industrial diversificado que lhe dá o posto de 4ª maior economia do Brasil[19] e considerada umas das 5 melhores cidades para se investir na América Latina.[20]
Curitiba também tem altos índices de educação. Tem o menor índice de analfabetismo e a melhor qualidade na educação básica entre as capitais,[18][21] e abriga a a primeira universidade do Brasil, a Universidade Federal do Paraná, fundada em 1912.
Índice |
[editar] Etimologia
A hipótese mais popular para a origem do nome da cidade é a de que este derivaria da expressão indígena "curi'i ty(b) ba", que em língua guarani significa "muito pinhão".
Mais precisamente, "Curi'i", ou "coré" significa "pinheiro-do-paraná", ou talvez "pinhão" (a semente do pinheiro), "tib" vem do verbo existencial "i tib" e "ba" é um sufixo locativo, livremente traduzido para "lugar onde". Outra hipótese se refere à língua tupi, falada pelos colonizadores portugueses na época. Em tupi, coré seria algo como pinheiro, pinhão. E etuba é um sufixo que indica ajuntamento, portanto seria algo como "ajuntamento de pinheiros", ou conforme traduz Silveira Bueno, pinheiral.
[editar] Panorama
Curitiba é conhecida por suas soluções urbanas diferenciadas, notadamente por seu sistema integrado de transporte de massas que, em conjunto com as vias regulares de trânsito, tem servido como indutor de seu desenvolvimento urbanístico, especialmente a partir da década de 1970.
O sistema de transporte público de Curitiba é habitualmente lembrado por seus terminais de passageiros interligados por canaletas exclusivas para ônibus biarticulados e complementados com o "ligeirinho" e alimentadores diferenciados por cores. Esse modelo tem inspirado experiências similares em cidades de outros países, como Los Angeles e Nova Iorque, onde houve, na década de 1990, a instalação experimental de uma linha de "ligeirinho" naquela cidade, ligando a prefeitura ao World Trade Center.
Espalhadas pela cidade e comumente integradas com os terminais de ônibus, estão as Ruas da Cidadania, centros municipais que congregam secretarias e órgãos públicos municipais, estaduais e federais, pontos de comércio, serviços gratuitos de acesso à Internet e equipamentos de lazer, como parques infantis, quadras poliesportivas e canchas de futebol.
Medições recentes indicam que a área verde de Curitiba é de 51,5 m² por habitante - cerca de três vezes superior à área mínima recomendada pela ONU - sendo um dos índices mais altos do Brasil[22] e superior ao de uma cidade como Londres [23]. Tais áreas são compostas, fundamentalmente, por parques e bosques municipais a proteger parte das matas ciliares de rios locais, como o rio Barigüi e o rio Iguaçu. Há também na cidade uma grande variedade de praças e logradouros públicos, associados a vias públicas habitualmente bem arborizadas.
O zoneamento urbano da cidade, integrado ao sistema de transporte, tem permitido um desenvolvimento arquitetônico e urbanístico tido, por certos analistas, como coeso e harmônico, sem os principais problemas das grandes metrópoles modernas. Curitiba, inclusive, foi recentemente recomendada pela Unesco como uma das cidades-modelo para a reconstrução das cidades do Afeganistão, após a intervenção militar ocorrida naquele país, em 2001.
Atualmente há um pronunciado inchaço populacional da cidade, favorecendo a explosão demográfica em bairros afastados, como Boqueirão, Xaxim, Pinheirinho e Sítio Cercado e municípios vizinhos, como Fazenda Rio Grande.
E, como outras grandes cidades brasileiras, Curitiba tem pronunciados problemas sociais, como a existência de grandes favelas em alguns bairros e no entorno do município e o expressivo crescimento do contingente de moradores de rua.
Na década de 1990, a cidade foi agraciada com o prêmio United Nations Environment Program, da ONU, considerado o prêmio máximo do meio ambiente no mundo. Em 2003, a cidade recebeu o título de Capital da Cultura das Américas pela entidade CAC-ACC. Em 2006, Curitiba sediou o evento COP8/COP-MOP3 da ONU, realizado na vizinha cidade de Pinhais.
Embora tenha mais de três séculos de fundação, o crescimento demográfico de Curitiba deu-se, fundamentalmente, no século XX, em virtude de maciços afluxos migratórios de dentro do próprio Brasil e de outros países. Parte substancial deste crescimento demográfico da cidade deu-se notadamente na segunda metade do século, com a crescente industrialização da cidade (especialmente na década de 1970).
Esta trajetória histórica parece ter contribuído para a modificação da identidade da cidade (antes considerada, por alguns analistas, como uma capital provinciana e "bairrista"[carece de fontes]) e para o incremento de seu multiculturalismo e cosmopolitismo e sua definitiva inserção na modernidade.
A capital paranaense foi a única cidade brasileira a entrar no século XXI como referência nacional e internacional de planejamento urbano e qualidade de vida[24]; numa pesquisa feita pela revista americana Reader's Digest, foi o município brasileiro mais bem colocado no ranking das melhores cidades do mundo para se viver [25]. Em março de 2001, uma pesquisa patrocinada pela ONU apontou Curitiba como a melhor capital do Brasil pelo Índice de Condições de Vida (ICV)[26] e segundo melhor IDH dentre as capitais[27].
Curitiba é também a cidade brasileira que mais recicla seu lixo: atualmente, 22% de todo o lixo produzido[28] - cerca de 450 toneladas por dia - são reciclados[29].
No ano de 2007 a cidade ocupou o terceiro lugar numa lista das "15 Cidades Verdes" do mundo, de acordo com o sítio estadunidense Grist.[30]
O Índice Mastercard de Mercados Emergentes 2008, criado com a intenção de avaliar e comparar o desempenho das cidades em diferentes funções que interligam os mercados e o comércio no mundo inteiro, indicou Curitiba na 49ª colocação entre as cidades com maior influência global.[31]
[editar] História
Os primitivos autóctones do Primeiro Planalto Paranaense foram indígenas da tribo Tingüi, da nação Tupi-Guarani. Os primeiros povoadores de Curiliba chegaram no planalto em meados do século XVII em busca do ouro encontrado na região. Esses habitantes primitivos eram provenientes não só de São Paulo, mas também de Paranaguá, onde já haviam sido descobertas jazidas de ouro.
Além da exploração mineral, surgiu a criação de bovinos nos campos e uma lavoura de subsistência (para consumo dos próprios lavradores) nas terras de mata.
Em 1654, foi fundado o povoado de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais. Ficava no local de encontro entre os mineradores e os criadores de gado. Em 1668, foi incorporado a Paranaguá. Em 1693, o povoado foi elevado a vila.
Mas a mineração não se desenvolveu por muito tempo e os mmeradores começaram a se deslocar para Minas Gerais no fim do século XVII.
No século XVIII, a criação e o comércio de gado propiciaram a fixação de povoadores e o desenvolvimento da região de Curitiba. A vila ficava no caminho do gado, aberto em 1730, entre Rio Grande do Sul e Minas Gerais, para o comércio de bovinos e muares. Com a construção de uma nova estrada, que não cortava mais seus campos, a vila foi, por algum tempo, relegada ao isolamento.
Em 1820, já então chamada Nossa Senhora dos Pinhais de Curitiba. contava somente com 220 casas. Entretanto, o início da exploração e do comércio da erva-mate e da madeira provocou um novo impulso em seu crescimento. Vinte e dois anos depois, com 5.819 habitantes, era elevada a cidade.
Em 1853, foi criada a província do Paraná. No ano seguinte, já com o nome de Curitiba, foi escolhida para sua capital.
O governo provincial promoveu, então, a colonização através de imigrantes europeus, principalmente italianos e poloneses. Foram fundados, a partir de 1867, 35 núcleos coloniais nas terras de mata em torno dos campos de Curitiba. A cidade conheceu um novo surto de progresso. Desenvolveram-se as atividades agrícolas e iniciou-se a industrialização.
No século XX, após a Segunda Guerra Mundial, o progresso da cidade deveu-se, basicamente, à expansão do café, no norte do Paraná, e ao incentivo à agricultura, principalmente no oeste do estado.
Está se desenvolvendo em Curitiba um plano de humanização da cidade iniciado em 1972 pelo então prefeito Jaime Lerner. Assim não só a fisionomia do centro da cidade está se modificando, como também a mentalidade do povo em melhorar a sua qualidade de vida. Nos últimos anos, os governos Roberto Requião, Rafael Greca, Cássio Taniguchi e Carlos Alberto Richa já adotaram essa doutrina urbanística.
[editar] Fundação
A data oficial da fundação de Curitiba é 29 de março de 1693. Fundada por Matheus Leme em razão dos "apelos de paz, quietação e bem comum", Matheus Leme fundou a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, posteriormente chamada de Curitiba. Também promoveu a primeira eleição da Câmara de Vereadores, como era exigido pelas Ordenações Portuguesas.
[editar] Geografia
[editar] Localização
Curitiba está localizada no primeiro planalto do Paraná, na sua parte menos ondulada, no também denominado planalto curitibano. Ocupa o espaço geográfico de 432,17 km² de área na latitude 25º25'40"S e longitude 49º16'23"W. O litoral do estado está a uma distância de setenta quilômetros da cidade (oceano Atlântico). O município tem uma extensão norte-sul de 35 km e leste-oeste de 20 km.
Entretanto, Curitiba não se limita ao seu espaço, pois os laços culturais com os povos de todos os continentes existem desde a chegada dos imigrantes; dentre os mais numerosos estão os portugueses, italianos, poloneses, alemães, ucranianos, japoneses, sírios e libaneses. Tal peculiaridade dá a Curitiba duas grandes características: primeiramente, seu atraente caráter multicultural e cosmopolita e, em segundo lugar, ser a cidade-pólo da Região Metropolitana, que atualmente é composta por 26 municípios.
[editar] Geologia
Na região de Curitiba encontram-se sedimentos da formação Guabirotuba, que ocorreram durante o Quaternário Antigo ou Pleistoceno, de origem flúvio-lacustre que preencheram uma antiga e grande depressão, formando a chamada bacia de Curitiba.
[editar] Relevo
O relevo de Curitiba é levemente ondulado. A altitude média da cidade é de 934,6 m acima do nível do mar, variando entre os valores mínimo e máximo de 900 e 1.000 metros, aproximadamente.
Possui superfície de 432,17 km² no Primeiro Planalto Paranaense, o qual foi descrito por Reinhard Maack (1981) como "uma zona de eversão entre a Serra do Mar e a Escarpa Devoniana", mostrando um plano de erosão recente sobre um antigo tronco de dobras. Uma série de terraços escalonados são dispostos em intervalos altimétricos caracterizando Curitiba com uma topografia ondulada de colinas suavemente arredondadas, ou seja, um relevo levemente ondulado, dando-lhe uma fisionomia relativamente regular.
O município de Curitiba possui uma altitude média de 934,6 m acima de nível do mar, sendo que o ponto mais alto está ao norte, correspondendo à cota de 1.021 metros, no bairro Lamenha Pequena, dando-lhe uma feição topográfica relativamente acidentada e composta por declividades mais acentuadas, devido à proximidade com a Região Serrana de Açungui. Ao sul encontra-se a situação de mais baixo terraço, com cota de 864,90 m, localizada no bairro do Caximba, na cabeceira do rio Iguaçu.
Há cadeias montanhosas e conjuntos de elevações rochosas em praticamente todo o entorno da cidade, sendo o mais notável e imponente destes a Serra do Mar, localizada a leste e que separa o planalto do litoral do Paraná.
Ao norte, há elevações na região de Rio Branco do Sul e ao oeste, singelos conjuntos de morros em Campo Magro. Já ao sul da cidade não há elevações sensíveis, a não ser próximo da fronteira com Santa Catarina.
[editar] Clima
A altitude dá à cidade características próprias, como um inverno mais frio do que o das demais capitais do Brasil, exibindo um rigor semelhante a dos invernos de alguns locais de maior latitude.
O clima de Curitiba é subtropical úmido, sem estação seca, com verões suaves e invernos relativamente frios, pela classificação de Köppen, segundo a qual, aliás, seria do tipo Cfb, ou seja, mesotérmico úmido com verões frescos. Em razão da proximidade do mar - o oceano está a cerca de 70 quilômetros da cidade - a maritimidade tem grande influência no clima local, sendo responsável por suavizar as ondas de frio do inverno e evitar dias de calor intenso no verão, além de tornar a cidade bastante úmida, uma vez que praticamente todos os dias a umidade relativa alcança pelo menos 90% no período noturno.
Pode haver variações significativas na temperatura durante um único dia. No outono-inverno, a amplitude diária pode chegar a 15ºC. A amplitude diária, contudo, tende a ficar na casa dos 10-12ºC em dias ensolarados ou parcialmente nublados. As temperaturas máximas, quando elevadas, tendem a ser isoladas, havendo forte elevação na temperatura imediatamente após as 11:00 e o meio-dia, e forte queda após às 16/17 horas. O período de queda mais significativo mantém-se, em geral, até por volta das 21:00, havendo, portanto, forte elevação e queda na temperatura nos períodos mais ativos do dia. Daí a percepção socialmente difundida de "todas as estações num único dia". Contudo, esse tipo de variação, abrangendo "calor" e "frio" são mais intensos e freqüentes no outono e na primavera. Em geral, o clima de Curitiba é bastante ameno, havendo também períodos longos de estabilidade: é comum ocorrerem períodos de até 3 semanas de dias nublados ou encobertos na primavera, e períodos de até 2 semanas de sol no inverno, com forte variação diária de temperatura.
Curitiba tem a mais baixa temperatura média anual dentre as capitais brasileiras. Essa característica deve-se à combinação de sua altitude relativamente elevada e à sua latitude. A altitude garante um clima mais frio que o das duas capitais mais ao sul, Florianópolis (Santa Catarina) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul) ambas ao nível do mar.
Segundo a normal climatológica do INMET (1961-1990), a temperatura média anual é de 16,5°C, com amplitude térmica anual de 8°C, sendo 12,5°C a temperatura média do mês mais frio (julho) e 19,9°C do mês mais quente (fevereiro).
Em invernos brandos as temperaturas mínimas diárias ficam, em média, na casa de 10°C, contra 7°C ou menos, em invernos mais rigorosos. A média da temperatura máxima no inverno fica na casa de 19ºC. As temperaturas mínimas absolutas tendem a atingir 0ºC, mesmo em invernos mais brandos. As máximas absolutas variam substancialmente, e podem atingir 27ºC nos invernos mais quentes. Nos dias mais frios do inverno, contudo, a temperatura máxima é inferior à casa de 12ºC. O número de geadas varia muito, mas ronda a casa de 15 geadas/ano em invernos normais. No verão as temperaturas mínimas ficam, em média, na casa de 16°C e as máximas, 26°C. As mínimas absolutas no verão podem se aproximar de 10ºC, ficando, em média, por volta de 12ºC. As máximas absolutas normalmente fican na casa de 32ºC, podendo ir a 33ºC nos verões mais quentes ou mal passarem de 30ºC nos mais amenos.
As estações, embora marcadas por grandes variações internas, possuem padrões: no verão, é comum haver 2 ou 3 ondas de calor, com sol e temperaturas oscilando entre 17/18 a 30/32 graus por um período aproximado de uma semana. No verão é comum, também, períodos mais frescos com temperaturas oscilando entre 14/16 a 22/24 graus, com céu encoberto, mais ou menos da mesma forma como as ondas de calor. Entre esses dois períodos é comum haver dias que oscilam entre 16 a 26 graus, com sol garantindo o aquecimento diuno; chuvas e trovoadas causando quedas, ao fim da tarde, para a casa de 20ºC, e infiltração oceânica garantindo manhãs e noites frescas.
No outono-inverno é comum haver períodos de veranico, períodos de sol em que a temperatura diária varia mais, ficando normalmente entre 10 a 22 graus, mas podendo variar de 8 a 25 graus com alguma freqüência. A duração dos veranicos varia bastante, especialmente após o ano 2000. Em geral, os veranicos duram por volta de 10 dias, podendo durar menos de 1 semana e até um mês inteiro. Há também períodos de frio intenso, mais ou menos constante, onde há a invasão consecutiva de frentes frias e massas polares. Esses períodos são marcados por 2 ou 3 dias de tempo nublado e frio, com temperaturas oscilando pouco, por volta de 8 a 15 graus durante todoo dia, dando lugar a dias de sol e frio, com temperaturas variando mais, caindo abaixo de 5ºC á noite e ficando entre 14 e 18 graus à tarde. Esses períodos também são notavelmente ventosos. A seguir, é comum o tempo nublar em virtude da infiltração oceânica e a cidade ficar dias - por vezes semanas - a fio abaixo de 18 ou 20 graus e com baixa incidência de radiação solar. Esses períodos são então quebrados por novas massas polares, que trazem novamente o sol e temperaturas mínimas menores ou por veranicos que aquecem o tempo.
As primaveras tendem a ser frescas, com temperaturas oscilando entre 12 a 23 graus na maior parte dos dias, sempre com muitas nuvens baixas. Nas situações pré-frontais, contudo, a temperatura pode atingir 31 ou 32 graus em períodos isolados, logo antes de forte resfriamento, em que a temperatura normalmente baixa dos 10 ou 8 graus. Normalmente, esta é a estação mais agradável do clima curitibano.
Segundo o SIMEPAR, a temperatura mínima absoluta de Curitiba foi -6,0 °C em 18 de Julho de 1975[32]. Já a temperatura máxima registrada pelo INMET foi 35,2 °C em 17 de Novembro de 1985. O professor Reinhard Maack relata o registro de -6,3 °C em Curitiba, em 14 de junho de 1920. Porém, de acordo com o livro "Geografia do Brasil" de Marcos de Amorim Coelho e Nilce Bueno Soncin, a temperatura na cidade já chegou a -8,9 °C no século XIX. As temperaturas negativas, contudo, tornaram-se mais raras no período posterior ao ano 2000, ainda que a temperatura caia até -2ºC em alguns anos. A ocorrência de neve é rara, sendo registrada em média uma vez a cada dez anos. Oficialmente a neve foi registrada nos anos de 1889, 1892, 1912, 1928 (dois dias), 1943, 1955, 1957, 1963, 1975, 1979, 1981 e 1988.
| Médias de temperatura para Curitiba | |||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | |
| Máxima Recorde °C | 35.2 | 33.0 | 33.5 | 30.8 | 28.9 | 31.6 | 27.5 | 32.0 | 33.5 | 32.0 | 33.9 | 33.3 | |
| Média máxima °C | 25.9 | 26.2 | 25.0 | 22.6 | 20.5 | 19.3 | 19.1 | 20.2 | 20.3 | 22.0 | 23.8 | 29.1 | |
| Média mínima °C | 16.2 | 16.7 | 15.7 | 13.3 | 10.6 | 8.7 | 8.4 | 8.9 | 9.9 | 12.3 | 13.8 | 15.4 | |
| Mínima Recorde °C | 7.2 | 9.0 | 4.6 | -1.4 | -2.2 | -4.0 | -6.0 | 3.7 | -1.5 | 1.3 | 3.0 | 11.8 | |
| Precipitação (mm) | 183 | 140 | 127 | 81 | 107 | 96 | 93 | 71 | 110 | 134 | 128 | 150 | |
| Fonte: Simepar [32] 15 de Setembro de 2008. | |||||||||||||
Vários fatores interferem na característica climática do município de Curitiba, entre eles destacam-se:
- A sua localização em relação ao Trópico de Capricórnio, a topografia do Primeiro Planalto Paranaense, a altitude média do município de 934,6 m acima do nível do mar, como também a barreira geográfica natural da Serra do Mar.
- Tendo-se por referência a classificação de Köppen (Maack, 1981), a cidade de Curitiba localiza-se em região climática do tipo Cfb, com clima temperado (ou subtropical), úmido, mesotérmico, sem estação seca, com verões frescos e invernos com geadas freqüentes e ocasionais precipitações de neve (última ocorrência com forte intensidade em 17 de julho de 1975).
Os dados da Estação Meteorológica de Curitiba, localizada no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná — bairro Jardim das Américas — relativos ao período de junho de 1997 a dezembro de 2001, demonstram algumas características climáticas do município.
Nos últimos anos, o clima de Curitiba tem sofrido um aquecimento progressivo, orindo em parte da urbanização, mas muito provavelmente em parte também das mudanças climáticas advindas do aquecimento global. Especialmente após 2001, os bloqueios atmosféricos têm sido mais freqüentes e prolongados nos meses de inverno no Paraná, e os verões têm sofrido com ondas de calor mais prolongadas e um número menor de incursão de ar frio oceânico no leste do Estado. Estes fatores têm produzido verões anomalamente quentes em Curitiba (com os meses de janeiro, fevereiro e março, muitas vezes ultrapassando a média de 22 °C, limite traçado por Köppen para caracterizar um verão quente), e invernos surpreendentemente brandos, com anomalias positivas de até 4 °C em relação às médias históricas apresentadas acima, e períodos prolongados de estiagem invernal característicos de climas de latitudes mais baixas. Especialmente o mês de junho e julho, que entre 1961 e 1990 acusavam, respectivametne a média ponderada de 12,2 °C e 12,7 °C em Curitiba, segundo o segundo o INMET, têm apresentado, a partir de 2001, médias, respectivamente, de próximas a 16 °C e 14 °C.
Quanto a média anual, que era de 16,5°C em Curitiba, pelo INMET, até 1990, saltou para cerca de 17,3 °C nos anos 1990, e para 17,9 °C entre 2001 e 2006. Ainda é cedo para se saber a causa exata deste aquecimento sem precedentes na história recente da região. Mesmo a estação de Pinhais, localizada em região semi rural, viu a média anual saltar 0,5 °C nos últimos anos, evidenciando que parte do aquecimento climático apresentado na região de Curitiba não pode ser atribuído a fatores locais, como a urbanização da região.
Com isso, a ocorrência de geadas tem sido menos freqüente em Curitiba, embora ainda haja geadas em todos os anos, e a neve, que até 1988, mesmo que em fraquíssima intensidade, ocorria em média uma vez por década, nunca mais se verificou desde então.
[editar] Vegetação
Curitiba está situada no domínio vegetacional denominado floresta ombrófila mista, composto por estepes gramíneo-lenhosas pontuadas por capões de florestas com araucária, além de outras formações, como várzeas e matas ciliares. Na vegetação local ainda aparecem remanescentes do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), que resistiram à ação civilizadora dos tempos atuais. As araucárias estão em bosques particulares e públicos, agora protegidas pela legislação ambiental que impede a sua derrubada. A área verde da cidade é de 51 m² por habitante.
A vegetação da cidade também é caracterizada pela existência de uma grande quantidade de ipês roxos e amarelos que dão um toque especial a paisagem da cidade durante a floração de final de inverno.
[editar] Pluviometria
O índice pluviométrico alcança 1.500 mm em média por ano, pois as chuvas são uma constante do clima local. Esse fato em parte deve-se ao grande desmatamento da Serra do Mar, barreira natural de umidade.
[editar] Hidrografia
O principal rio do estado é o Paraná, sendo que o município de Curitiba localiza-se à margem direita e a leste da maior sub-bacia do rio Paraná, a bacia hidrográfica do rio Iguaçu. Os principais rios que constituem as seis bacias hidrográficas do município são: rio Atuba, rio Belém, rio Barigüi, rio Passaúna, ribeirão dos Padilhas e rio Iguaçu, todas com características dendríticas de drenagem.
Conforme tabela abaixo, pode-se constatar que a maior bacia hidrográfica de Curitiba é a do rio Barigüi, que corta o município de norte a sul e perfaz um total de 139,9 km². Ao sul do município tem-se a menor bacia hidrográfica de Curitiba, a do ribeirão dos Padilhas, com 33,6 km² de área. Devido ao relevo de Curitiba possuir predominância de maiores altitudes ao norte do município, todas as seis bacias hidrográficas correm para o sul do município, indo desembocar no principal rio de Curitiba, o Iguaçu, que por sua vez irá desaguar no rio Paraná, a oeste do estado.
| Bacias hidrográficas | Área | |
| (km²) | (%) | |
| Ribeirão dos Padilhas | 33,8 | 7,82 |
| Rio Atuba | 63,71 | 14,74 |
| Rio Barigüi | 140,8 | 32,58 |
| Rio Belém | 87,77 | 20,31 |
| Rio Iguaçu | 68,15 | 15,77 |
| Rio Passaúna | 37,94 | 8,78 |
| Total | 432,17 | 100,0 |
| Fonte: SMSA - Secretaria Municipal de Saneamento Elaboração: IPPUC / Banco de Dados |
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Em razão de certas particularidades, as chuvas costumam ocasionar cheias consideráveis nos rios de Curitiba, causando enchentes regulares, o que é constante motivo de preocupação para a população e a administração pública. Atualmente, após uma série de estudos sobre os cursos de água locais, quase todos os rios estão em processo de canalização.
[editar] Abastecimento de água
O abastecimento de água de Curitiba é majoritariamente provido pelos reservatórios formados pelas barragens do Iraí e Piraquara I, que servem a região leste da cidade, e do Passaúna, que abastece as regiões sul e oeste.
A população de Curitiba e região metropolitana consome aproximadamente 7,5 mil litros de água tratada por segundo, fornecidos pela Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar. Além disso, estima-se que existam na cidade mais de mil poços artesianos (utilizados principalmente por condomínios, empresas e hospitais), que, somados, têm potencial para fornecer uma vazão adicional de aproximadamente 1,5 mil litros de água por segundo. Durante as estiagens de inverno dos últimos anos, o abastecimento de água tem se mostrado ocasionalmente comprometido. Nessas ocasiões, têm sido necessárias interrupções programadas da vazão, que são executadas de acordo com cronogramas definidos pela Sanepar.
A barragem Piraquara II deve ter suas obras concluídas no início de 2007, mas só estará operacional no verão de 2008, pois é necessário um período de aproximadamente um ano para a elevação do nível de água no reservatório, que terá capacidade final para armazenar 22 bilhões de litros. Posteriormente, está prevista a construção da estação de captação e tratamento do rio Miringuava, em São José dos Pinhais.
[editar] Demografia
[editar] Indicadores principais
- População municipal: 1.828.092 habitantes (100% urbana; 52,07% homens e 47,93% mulheres)[2]
- População metropolitana total: 3.172.357 habitantes[2][7]
- Densidade demográfica: 4.132,3 habitantes por km²
- Mortalidade infantil até cinco anos de idade: 24,26 a cada mil crianças
- Taxa de fecundidade: 1,74 filhos por mulher
- Taxa de alfabetização: 96,63%
- Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,856
- IDH-M Renda: 0,846
- IDH-M Longevidade: 0,776
- IDH-M Educação: 0,946
- Renda per capita (dados de 2000 expressos em R$ de 1 de agosto de 2000): R$ 6198,20
- Fonte: IPEADATA
A população de Curitiba em 2007 era de 1.828.092 habitantes, conforme dados coletados pelo IBGE. Além disso, o censo demográfico de 2000 já colocava Curitiba na sétima posição entre as cidades mais populosas do Brasil. No mesmo ano, a cidade foi líder em longevidade entre as metrópoles brasileiras, com esperança de vida ao nascer de 71,6 anos[33].
A maior densidade populacional verifica-se na região sul da cidade, sendo o bairro CIC o mais populoso, com 174.383 habitantes em 2005. O bairro mais denso da cidade é o Água Verde, com 10.476 hab/km².
Segundo os resultados dos últimos censos, a população da cidade elevou-se de 483.038 habitantes, em 1970, para 843.733 habitantes em 1980. O município de Curitiba (430,9 km²), que pertence à microrregião nº 268 (Curitiba), teve sua população aumentada, no mesmo período, de 624.362 habitantes para 1.025.979 habitantes, elevando-se sua densidade de 1.411 hab./km². Em termos percentuais, o aumento populacional da cidade entre 1960 e 1970 foi de 40% enquanto que, de 1970 a 1980, elevou-se a 74%.
[editar] Crescimento populacional
| 1872 | 1890 | 1900 | 1920 | 1940 | 1950 | 1960 | 1970 | 1980 | 1991 | 1996 | 2000 | 2008 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 12.651 | 24.553 | 49.755 | 78.986 | 140.656 | 180.575 | 356.830 | 624.362 | 1.025.979 | 1.290.142 | 1.476.253 | 1.586.848 | 1.828.092 |
Fonte: Barsa Planeta Ltda
Apesar de tais indicadores, a cidade apresenta ótimos índices, perfazendo um lugar de condensação de investimentos. O IDH é de 0,856, e o ICV é de 0,835, o maior entre as metrópoles brasileiras. A esperança de vida na cidade é superior a 71 anos. 99,9% dos domicílios são atendidos pela rede de distribuição de energia elétrica, 99,61% pela rede de esgoto e 99,54% são atendidos pela coleta de lixo. 98,61% contam com abastecimento de água.
[editar] Problemas urbanos
O crescimento populacional e urbanístico de Curitiba, a par de transformar a cidade em moderna metrópole, acarretou também os seguintes fenômenos:
- Abastecimento de água insuficiente;
- Diminuição da permeabilidade do solo;
- Alta poluição da maioria de seus rios;
- Esgotamento do aterro municipal, localizado no bairro da Caximba;
- Aumento crescente nos índices de criminalidade e de violência;
- Alto índice de moradores de rua na região central da cidade;[carece de fontes]
- Sub-dimensionamento da rede de transporte urbano, que é incapaz de atender a demanda em numerosas linhas e horários;
[editar] Composição étnica
Na sua formação histórica, a demografia de Curitiba é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro. Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente poloneses, ucranianos, italianos, alemães e japoneses, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida.
| Cor/Raça | Percentagem |
|---|---|
| Branca | 77,4% |
| Preta | 2,9% |
| Parda | 18,2% |
| Amarela ou indígena | 1,4% |
Fonte: Censo 2000
[editar] Imigrantes
O processo de desenvolvimento populacional tanto da cidade como do município teve origem com o tropeirismo e ondas migratórias iniciada por portugueses, espanhóis e outro grupos étnicos incluindo ciganos, judeus e africanos. Após este período, a cidade recebeu forte onda de imigração européia: alemães a partir de 1833; em 1871, os polacos e ucranianos e, por último, os italianos. Curitiba é a segunda cidade fora da Polônia com o maior número de habitantes de origem polaca, superada apenas por Chicago, nos Estados Unidos.[34][35] É a única cidade brasileira a possuir grafia em idioma polonês: Kurytyba.[34]
Em 1876, existiam em Curitiba vinte colônias agrícolas compostas de vários grupos étnicos, os quais abrigavam, além de agricultores, outros profissionais. Merecem destaque as colônias de imigrantes japoneses que começaram a chegar a partir de 1960 do Norte do Paraná e os sírio-libaneses que começaram a chegar logo depois da Segunda Guerra Mundial. Atualmente, esse processo foi substituído pelas migrações internas, oriundas principalmente de Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais (estima-se que atualmente quase metade da população da cidade seja composta por migrantes)[36].
[editar] Economia
Curitiba é o centro econômico do estado do Paraná e o quarto maior PIB do país[19]. Em parte, isso se deve à população de mais de três milhões de habitantes, se for considerada a sua região metropolitana; a cidade se destaca por ter a economia mais forte do sul do país[37], contando o trabalho de exportação das novecentas fábricas instaladas no bairro Cidade Industrial e das duas grandes indústrias automobilísticas que estão localizadas na Grande Curitiba, Renault e Volkswagen. Ademais, foi eleita várias vezes como "A Melhor Cidade Brasileira Para Negócios", segundo ranking elaborado pela revista Exame, em parceria com a consultoria Simonsen & Associados[38]. Em julho de 2001, Curitiba tornou-se a primeira cidade a receber o prêmio "Pólo de Informática" concedido pela revista Info Exame, pelo desempenho de suas empresas de tecnologia. De acordo com a revista, o conjunto de empresas de Tecnologia e Informática sediadas em Curitiba apresentou, em 2001, um faturamento de U$ 1,2 bilhão, representando um crescimento de 21% em relação ao ano anterior.[39]
Além disso, a capital paranaense concentra a maior porção da estrutura governamental e de serviços públicos do estado e sedia importantes empresas nos setores de comércio, serviços e financeiro. Com um parque industrial de 43 milhões de metros quadrados[40], a região metropolitana de Curitiba atraiu grandes empresas como ExxonMobil, Elma Chips, Sadia, Kraft Foods, Siemens e HSBC, bem como grandes empresas locais - O Boticário e Positivo Informática, por exemplo. Além de centro comercial e cultural, a cidade possui um importante e diversificado parque industrial incluindo o segundo maior pólo automotivo do país[41] e o principal terminal aeroviário internacional da região Sul[42][43], o Aeroporto Internacional Afonso Pena.
[editar] Agropecuária
O município de Curitiba concentra quase toda a sua população na área urbana, tendo, portanto, uma reduzida atividade agropecuária.
[editar] Comércio
O intenso movimento comercial de Curitiba foi facilitado pela sua extensa rede de vias de comunicação e sua desenvolvida indústria. Os principais produtos exportados são: madeira beneficiada, laminada e compensada; móveis; couro; rações e adubos; produtos químico-farmacêuticos e metalúrgicos. Entre os produtos importados estão os eletrodomésticos, os gêneros alimentícios, os hortifrutigranjeiros, a madeira bruta, os produtos têxteis e artigos manufaturados em geral.
[editar] Indústria
O parque industrial de Curitiba é bem diversificado. A capital paranaense é um dos maiores centros manufatureiros do Brasil. A industrialização começou no início do século XIX com imigrantes europeus que se dedicaram, principalmente à fabricação de artefatos de couro e de madeira.
Em sua produção destacam-se gêneros alimentícios, mobiliário, mineirais não-metálicos, madeira, produtos químicos e farmacêuticos, bebidas e artefatos de couros e peles.
[editar] Turismo
| Anos | PIB (em reais) |
PIB per capita (em reais) |
|---|---|---|
| 2002 | 20.507.195.000 | 12.313 |
| 2003 | 24.186.948.000 | 14.259 |
| 2004 | 27.305.951.000 | 15.811 |
| 2005 | 29.821.203.000 | 16.964 |
Segundo um levantamento feito pela International Congress & Convention Association (ICCA), Curitiba é a sexta cidade brasileira com o maior número de eventos internacionais[44] e, segundo dados da FIPE, é a terceira cidade a receber turistas estrangeiros para fins de negócios.[45]
Em 2006 a cidade ocupou a sexta posição entre as melhores cidades brasileiras para realização de eventos e turismo de negócios; no mesmo ano, o fluxo de turistas superou o número de habitantes. Dos dois milhões de visitantes, pelo menos metade desembarcou a negócios[46]. Para atender à crescente demanda, o parque hoteleiro curitibano se desenvolveu e hoje é considerado o quarto maior do país. Os bons restaurantes e os serviços customizados dos hotéis agradam a 92,4% dos que deixam a cidade, de acordo com dados da Secretaria de Estado do Turismo do Paraná. Em 2007 a capital paranaense foi eleita pela revista Viagem e Turismo, da Editora Abril, como a 4ª melhor cidade brasileira para viagens e turismo, ficando à frente de grandes centros turísticos nacionais, como Fortaleza, Natal, Gramado, Maceió e Recife[47]. Curitiba foi eleita como melhor destino cultural e melhor custo-benefício para turismo da Região Sul do Brasil na Edição Especial Guia 2008 da Revista Veja O Melhor do Brasil. A matéria ainda cita a localização estratégica da cidade, o que a tornaria uma espécie de capital do Mercosul[48].
A revista Veja aponta Curitiba como o melhor destino de negócio do Brasil. Noventa e quatro especialistas, escolhidos pela revista, indicam a capital paranaense como a melhor cidade brasileira para investimento. A escolha foi divulgada no suplemento da revista "O Melhor do Brasil - Guia 2007". A cidade vem se tornando um dos maiores e mais importantes centros de tecnologia atraindo gigantes do setor de informática tanto nas áreas de software quanto de hardware, caminhando para se tornar o pólo nacional.
[editar] Mídia
[editar] Energia
As principais centrais elétricas de Curitiba são a Eletrosul, com sede no bairro do Campo de Santana, que abastece a toda a região da cidade, e a Copel, que tem suas próprias subestações nos principais bairros da cidade. Há linhões de energia de alta tensão que atravessa a cidade de sul a norte e de oeste a leste, unindo essas subestações para fornecer energia aos setores residencial, industrial e comercial.
[editar] Cultura
[editar] Teatro
Curitiba tem uma profícua relação com as artes cênicas e teatrais. A cidade sedia desde 1992 um importante festival de teatro (habitualmente composto de atrações internacionais, grande atrações nacionais, montagens locais e uma mostra alternativa), responsável pela atração periódica de um amplo contingente de turistas e por expressiva movimentação cultural. A cidade conta com salas de espetáculo de inquestionável gabarito técnico-acústico, como o Teatro Guaíra, uma das maiores salas, em número de espectadores, da América do Sul. Outros teatros da cidade incluem Teatro Positivo, Teatro José Maria Santos e Teatro Paiol e a Ópera de Arame.